Não o sei...
Por mais que olhe vasculhe, procure, invente.. não o sei.
São misturas de sonhos numa balança viva, em constante rodopio no sentido contrario aos ponteiros dos relógios.
Estou encaixada nesse momento onde o girar do tambor é cada vez mais rápido e eloquente.
Onde as cores desbotam por sabedoria, os pensamentos que não se encaixam em lado nenhum.
Fiz misturas.
Esquecendo-me de propósito da lógica padronizada, misturando as cores numa única lavagem.
olho, e procuro mas onde está a essência?
A que te sabe? Não o sei..
Procuro, por aquele sentido desnutrido de verdade. Porque não mo dizes?
Memórias mantidas, desprovidas de conhecimento meu. Saudade?
Não importa, afinal fiz misturas, entre o ontem e o hoje , o presente e o passado.
Na reta final dos rodopios intensos,quando a viagem das cores se torna branda,
Já o sei, e sei-o bem
Misturas, afinal... são só misturas.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O mundo é louco, definitivamente louco
Desenganem-se todos aqueles que até hoje vêm o mundo, um local seguro.
O mundo é louco e pior do que isso é que eu estou metida nele.
Olho em volta e oiço falar de e sobre tanto. Opiniões vinculadas sobre assuntos incertos.
O que vai acontecer amanhã? Quem subirá ao governo? Do país? Dos países? Da Europa? Do mundo? Quem será a nova potencia mundial? Quem é que tem que agir? Sou eu? És tu? Os Velhos? Os novos? Servirá de algo o nosso voto? E em que votar? quem nos vai garantir um desafogo? Iremos superar aquela coisa a que chamam de crise? Apertem os cintos! e depois? Apertamos? Aumentem-se os impostos, retirem-se subsídios! e agora? Sufocamos? Aumentem os Ivas ? É para rir? Rimos todos? Ou só aqueles que podem ter a "placa" completa? Onde pára o dinheiro dos pobres? Dinheiro? e o que é isso?
Isso, foi um pequeno monstro que criamos á uns tempos atrás, a propósito de nada.
Cria-mo-lo com o intuito de tornar tudo mais fácil, com o intuito de o bem gerir mas hoje é ele que nos gere a nós humanos, e não nós que o gerimos. Pensemos. Hoje o dinheiro não se move pelas pessoas mas nós, nós sim, move-mo-nos por ele. Tal como nos filmes de zombies em que estes retornam a vida depois da morte só e apenas sedentos do desejo pela fresca carne ainda humana. Que desequilíbrio tão "desnatural".
Uns lutam por poder, outros lutam por poder viver, mas a vida não é um bem essencial que a todos deveria assistir? Coube-nos a nós um pensar e agir mais á frente somos os únicos seres racionais, pensamos, e supostamente temos inteligência, é aqui que eu pergunto: Que raio de responsabilidade nos foi dada? Onde pára a nossa inteligência e capacidade de tornar o mundo um lugar melhor?
O mundo é louco acreditem!
Hoje temos prontamente e ao nosso serviço demasiadas coisas inúteis, fúteis, fomos seres capazes de as criar, para quê? Para nosso conforto. Outras tantas dessas coisas são-nos muito úteis e ai nos prezo, mas e onde está a essência da vida? Está no telemóvel que todos os dias carregamos e sem o qual, estupidamente, achamos que não conseguimos viver? Está no carro que nos leva para quase todo o lado? No computador que nos afasta dos sentidos? Na tamanha tecnologia que não pára de crescer? Era-mos tão básicos e inventamos todo o inimaginável.
Somos racistas, todos. África do sul, como é possível que se entrem em casas de outros, apenas com o prepositivo de provocar o terror? Como permite a alguém, que irá provavelmente ficar á "frente" de um país, que diga, " Aos brancos, que se lhes dêem um tiro na cabeça e caso não concordem com tal que saiam do país " . Histórias desoladoras de crianças atiradas para banheiras com agua nos 100 Cº vendo armas apontadas aos pais,E os pais a sentirem a Impotencia a correr-lhes pelas veias. Violam-se sinas traçadas de sentimentos ruins. Afeganistão, porque se permite a desvalorização da mulher? Onde e quando termina a guerra? Porquê que há guerra?
Quantos Mundos haverão para além do nosso? Muitos? Nenhuns?
Mas que raio como é que eu vim aqui parar? Porquê? O que é que estamos a fazer?
O barco embrenha-se pelas aguas e a orquestra não pára de tocar, nós continuamos a ouvi-la sem nada fazer. E quando as aguas nos chegarem ao pescoço? E quando sentir-mos a gélida dor de já não poder mais fazer? Não interessa, que a orquestra continue e agora que dancem! Em qual das 20 salas atrás ficou esquecido, depositado, aquilo que realmente somos? Onde estão os valores? os verdadeiros motivos pelos quais deveríamos envergar, onde estão as Boas energias? de que lado está a razão? Quem somos? Porque somos dotados desta estupidez que não acaba.?
Queremos mudar o mundo mas hoje estamos cansados.
Queremos mudar o mundo, mas o que que vamos fazer sozinhos?
Queremos mudar o mundo, não sei que fazer?
Queremos mudar o mundo, mas deixa-mo-lo inconscientemente para amanhã.
É urgente acreditar que somos capazes! Não foram precisas 60 mil pessoas de uma vez para se criar qualquer religião. Bastou uma apenas uma. Tapemos as grandes falhas deste barco do meu barco, do teu barco. Não permita-mos que a água nos afogue, quando ainda podemos fazer algo. É urgente que se acredite. é urgente procurar a nossa essência, aquilo que perdemos. É urgente um novo caminho porque este não é o certo. Se não está a funcionar então mudemos a estratégia! e não percamos mais forças em algo que não tem funcionado. Que se mexam as vontades e as entranhas. que se mexam os desejos e os sonhos.
O Mundo é definitivamente louco, mas piores somos nós, que o criamos assim.
O mundo é louco e pior do que isso é que eu estou metida nele.
Olho em volta e oiço falar de e sobre tanto. Opiniões vinculadas sobre assuntos incertos.
O que vai acontecer amanhã? Quem subirá ao governo? Do país? Dos países? Da Europa? Do mundo? Quem será a nova potencia mundial? Quem é que tem que agir? Sou eu? És tu? Os Velhos? Os novos? Servirá de algo o nosso voto? E em que votar? quem nos vai garantir um desafogo? Iremos superar aquela coisa a que chamam de crise? Apertem os cintos! e depois? Apertamos? Aumentem-se os impostos, retirem-se subsídios! e agora? Sufocamos? Aumentem os Ivas ? É para rir? Rimos todos? Ou só aqueles que podem ter a "placa" completa? Onde pára o dinheiro dos pobres? Dinheiro? e o que é isso?
Isso, foi um pequeno monstro que criamos á uns tempos atrás, a propósito de nada.
Cria-mo-lo com o intuito de tornar tudo mais fácil, com o intuito de o bem gerir mas hoje é ele que nos gere a nós humanos, e não nós que o gerimos. Pensemos. Hoje o dinheiro não se move pelas pessoas mas nós, nós sim, move-mo-nos por ele. Tal como nos filmes de zombies em que estes retornam a vida depois da morte só e apenas sedentos do desejo pela fresca carne ainda humana. Que desequilíbrio tão "desnatural".
Uns lutam por poder, outros lutam por poder viver, mas a vida não é um bem essencial que a todos deveria assistir? Coube-nos a nós um pensar e agir mais á frente somos os únicos seres racionais, pensamos, e supostamente temos inteligência, é aqui que eu pergunto: Que raio de responsabilidade nos foi dada? Onde pára a nossa inteligência e capacidade de tornar o mundo um lugar melhor?
O mundo é louco acreditem!
Hoje temos prontamente e ao nosso serviço demasiadas coisas inúteis, fúteis, fomos seres capazes de as criar, para quê? Para nosso conforto. Outras tantas dessas coisas são-nos muito úteis e ai nos prezo, mas e onde está a essência da vida? Está no telemóvel que todos os dias carregamos e sem o qual, estupidamente, achamos que não conseguimos viver? Está no carro que nos leva para quase todo o lado? No computador que nos afasta dos sentidos? Na tamanha tecnologia que não pára de crescer? Era-mos tão básicos e inventamos todo o inimaginável.
Somos racistas, todos. África do sul, como é possível que se entrem em casas de outros, apenas com o prepositivo de provocar o terror? Como permite a alguém, que irá provavelmente ficar á "frente" de um país, que diga, " Aos brancos, que se lhes dêem um tiro na cabeça e caso não concordem com tal que saiam do país " . Histórias desoladoras de crianças atiradas para banheiras com agua nos 100 Cº vendo armas apontadas aos pais,E os pais a sentirem a Impotencia a correr-lhes pelas veias. Violam-se sinas traçadas de sentimentos ruins. Afeganistão, porque se permite a desvalorização da mulher? Onde e quando termina a guerra? Porquê que há guerra?
Quantos Mundos haverão para além do nosso? Muitos? Nenhuns?
Mas que raio como é que eu vim aqui parar? Porquê? O que é que estamos a fazer?
O barco embrenha-se pelas aguas e a orquestra não pára de tocar, nós continuamos a ouvi-la sem nada fazer. E quando as aguas nos chegarem ao pescoço? E quando sentir-mos a gélida dor de já não poder mais fazer? Não interessa, que a orquestra continue e agora que dancem! Em qual das 20 salas atrás ficou esquecido, depositado, aquilo que realmente somos? Onde estão os valores? os verdadeiros motivos pelos quais deveríamos envergar, onde estão as Boas energias? de que lado está a razão? Quem somos? Porque somos dotados desta estupidez que não acaba.?
Queremos mudar o mundo mas hoje estamos cansados.
Queremos mudar o mundo, mas o que que vamos fazer sozinhos?
Queremos mudar o mundo, não sei que fazer?
Queremos mudar o mundo, mas deixa-mo-lo inconscientemente para amanhã.
É urgente acreditar que somos capazes! Não foram precisas 60 mil pessoas de uma vez para se criar qualquer religião. Bastou uma apenas uma. Tapemos as grandes falhas deste barco do meu barco, do teu barco. Não permita-mos que a água nos afogue, quando ainda podemos fazer algo. É urgente que se acredite. é urgente procurar a nossa essência, aquilo que perdemos. É urgente um novo caminho porque este não é o certo. Se não está a funcionar então mudemos a estratégia! e não percamos mais forças em algo que não tem funcionado. Que se mexam as vontades e as entranhas. que se mexam os desejos e os sonhos.
O Mundo é definitivamente louco, mas piores somos nós, que o criamos assim.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Tudo de algo.
" Arrastei-me por este mundo solto durante décadas,
Encontrei pessoas do tipo A, B, C, X, Y e Z.
Senti-me sempre à parte, seria mais? Seria menos?
Diferente sempre fui, disso tenho a certeza.
Melhor? Pior? A realidade é diferente consoante os olhos que a vêem.
Sempre me considerei melhor, mas a humildade nunca foi o meu forte.
Daí a minha incerteza. Serei deste mundo?
Porque é que me hei-de considerar melhor se todos temos as nossas diferenças?
Foi algo com que me fui debatendo durante a minha existência.
Dificuldade em ouvir, dificuldade em aceitar sempre estiveram latentes em mim.
Hoje percebo que o meu pior é o meu melhor. Porque é o que me faz diferente.
Teimosia nata. Mania da certeza.
Nenhum destes atributos me deu sorte na vida. Pelo contrário.
Aprendi que para sobreviver nesta selva teria de me moldar.
Moldar-me à mais simples insignificante população sem sentidos e sem objectivos.
Pessoas que só vivem para morrer.
Eu pelo contrário, vivo para viver!
Tenho medo da morte porque não quero deixar este mundo.
Por muito solto que ele seja, quero deixar-lhe a minha marca.
Quero provar que a minha diferença não existe por acaso e que nasci para dinamizar este gado incandescente que se habitua a tudo.
Liderar? Nunca ansiei por isso na verdade, mas no fundo sempre soube que estava destinado.
Pode ser verdade. Pode ser a minha hipocrisia a funcionar.Pensava eu...
Até que um dia encontrei-te.
Conheci-te e soube que podia ser como sou.
Soube que afinal não estava sozinho.
Que havia alguém que sentia o mesmo que eu.
Alguém que gostava de mim por aquilo que sou.
Com a minha maneira de ser especial e diferente.
Alguém que se ria da minha teimosia e me fazia rir.
Descobri que para recomeçar era só preciso ter vontade de felicidade.
Era de ti que eu precisava.
Foi por ti que sempre ansiei.
Tens aquele espírito aventureiro.
Não dizes que não.
Tens personalidade!
Um sorriso teu mexe comigo por dentro, faz me querer rir.
A tua luz interior ilumina-me no escuro.
Mostra-me aque a felicidade existe e que posso ser feliz neste mundo vago de personalidade.
Gostava de me dar a ti totalmente.
Mas para isso preciso de confiar em ti e eu só posso confiar totalmente em quem me mostra confiança.
Espero pelo dia que me queiras contar os teus problemas assim como te contei os meus.
Partilhei contigo segredos de que tenho medo de falar.
Dei-me a ti. Dei-te a minha família.
Agora deixo uma lágrima cair por ti, porque pensava que não me ias deixar.
Porque esperei e dei-te muitas oportunidades para me confiares os teus medos.
Como podes dizer amar alguém e não partilhar com ela a tua vida?
É descabido não é?
No entanto eu partilhei a minha contigo e mostrei-te os meus medos.
E os teus?
Não sou um porto seguro para todas as dificuldades?
Eu disse-te sempre que sim.
Ansiei que te desses a mim totalmente, não só em palavras mas em sentimentos.
Atitudes. Reacções.
Não preciso que me digas a toda a hora que gostas de mim.
Eu sei.
E de vez em quando sabe bem ouvir. A toda a hora não.
Porquê?
Porque sou daquela espécie já extinta que veio por engano a este mundo.
Porque a minha personalidade não é deste tempo.
Acredito que algures no espaço está uma estrela à minha procura.
Essa estrela é a minha casa.
E nessa estrela todas as pessoas pensarão como eu.
Será que vens dessa estrela também? "
Para: Mim
De: João Francisco Teles
Encontrei pessoas do tipo A, B, C, X, Y e Z.
Senti-me sempre à parte, seria mais? Seria menos?
Diferente sempre fui, disso tenho a certeza.
Melhor? Pior? A realidade é diferente consoante os olhos que a vêem.
Sempre me considerei melhor, mas a humildade nunca foi o meu forte.
Daí a minha incerteza. Serei deste mundo?
Porque é que me hei-de considerar melhor se todos temos as nossas diferenças?
Foi algo com que me fui debatendo durante a minha existência.
Dificuldade em ouvir, dificuldade em aceitar sempre estiveram latentes em mim.
Hoje percebo que o meu pior é o meu melhor. Porque é o que me faz diferente.
Teimosia nata. Mania da certeza.
Nenhum destes atributos me deu sorte na vida. Pelo contrário.
Aprendi que para sobreviver nesta selva teria de me moldar.
Moldar-me à mais simples insignificante população sem sentidos e sem objectivos.
Pessoas que só vivem para morrer.
Eu pelo contrário, vivo para viver!
Tenho medo da morte porque não quero deixar este mundo.
Por muito solto que ele seja, quero deixar-lhe a minha marca.
Quero provar que a minha diferença não existe por acaso e que nasci para dinamizar este gado incandescente que se habitua a tudo.
Liderar? Nunca ansiei por isso na verdade, mas no fundo sempre soube que estava destinado.
Pode ser verdade. Pode ser a minha hipocrisia a funcionar.Pensava eu...
Até que um dia encontrei-te.
Conheci-te e soube que podia ser como sou.
Soube que afinal não estava sozinho.
Que havia alguém que sentia o mesmo que eu.
Alguém que gostava de mim por aquilo que sou.
Com a minha maneira de ser especial e diferente.
Alguém que se ria da minha teimosia e me fazia rir.
Descobri que para recomeçar era só preciso ter vontade de felicidade.
Era de ti que eu precisava.
Foi por ti que sempre ansiei.
Tens aquele espírito aventureiro.
Não dizes que não.
Tens personalidade!
Um sorriso teu mexe comigo por dentro, faz me querer rir.
A tua luz interior ilumina-me no escuro.
Mostra-me aque a felicidade existe e que posso ser feliz neste mundo vago de personalidade.
Gostava de me dar a ti totalmente.
Mas para isso preciso de confiar em ti e eu só posso confiar totalmente em quem me mostra confiança.
Espero pelo dia que me queiras contar os teus problemas assim como te contei os meus.
Partilhei contigo segredos de que tenho medo de falar.
Dei-me a ti. Dei-te a minha família.
Agora deixo uma lágrima cair por ti, porque pensava que não me ias deixar.
Porque esperei e dei-te muitas oportunidades para me confiares os teus medos.
Como podes dizer amar alguém e não partilhar com ela a tua vida?
É descabido não é?
No entanto eu partilhei a minha contigo e mostrei-te os meus medos.
E os teus?
Não sou um porto seguro para todas as dificuldades?
Eu disse-te sempre que sim.
Ansiei que te desses a mim totalmente, não só em palavras mas em sentimentos.
Atitudes. Reacções.
Não preciso que me digas a toda a hora que gostas de mim.
Eu sei.
E de vez em quando sabe bem ouvir. A toda a hora não.
Porquê?
Porque sou daquela espécie já extinta que veio por engano a este mundo.
Porque a minha personalidade não é deste tempo.
Acredito que algures no espaço está uma estrela à minha procura.
Essa estrela é a minha casa.
E nessa estrela todas as pessoas pensarão como eu.
Será que vens dessa estrela também? "
Para: Mim
De: João Francisco Teles
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Parabeni, Mana mia (:
Amo-te. Tenhas tu 2, 3, 4, 5, 17, 20 e tantos anos. Amo-te na mesma.
As saudades apertam e fazem desesperar o querer de um abraço que não chega.
Sinto-te a falta, Hoje e Amanhã.
É difícil não estar ai, é difícil não poder ver-te crescer. E doi, doi tanto não poder comemorar junto a ti mais este teu ano de vida. Mas outros tantos virão e eu vou lá estar ainda que de forma figurada.
Parabéns! Estás a crescer e daqui a uns dias dás-me um sobrinho.
Mais um ano, mais uma vitória fadada de história. E poderás contar comigo no "para sempre".
Parabéns maninha! Parabéns pela mulher em que te vais tornando ao passar de cada dia. Parabéns pela tua doce e sincera forma de ser. Parabéns pela forma como te tratas, pelo modo como te dás aos outros. Parabéns por tudo o que significas ontem hoje e amanhã. Contudo quero dizer-te para que todos os dias pratiques a coragem, sem medo. Sem te desviares um milímetro que seja daquilo que és, nunca te acanhes, nunca te rebaixes, nunca fiques com nada por dizer. és mais brava do que pensas e o teu corpo mais resistente do que imaginas, segue. Vai contigo onde quer que queiras. Conta com aquilo que tens. Ouve o bichinho que te diz esquerda quando toda a gente te diz direita (esse bichinho és tu, não o pises).Pratica a tua intuição,erra as vezes que forem precisas. Dorme descansada. Tu não és mais ninguém, não o precisas. Por mais que te gritem o contrário, tu és tu. E és LINDA.Ponto. Por isso pratica o que tens. Pratica o que só em ti existe e é raro nos outros. Pratica o desplante, a candura, o desproposito, o magnânime, o estrambólico, o desarrumadinha e o absurdo. Terás mais do que tempo para te tornares arrumada. Não te leves tão a sério. Pratica quem és, só assim serás unicamente inteira.
Parabéns maninha! Parabéns pela mulher em que te vais tornando ao passar de cada dia. Parabéns pela tua doce e sincera forma de ser. Parabéns pela forma como te tratas, pelo modo como te dás aos outros. Parabéns por tudo o que significas ontem hoje e amanhã. Contudo quero dizer-te para que todos os dias pratiques a coragem, sem medo. Sem te desviares um milímetro que seja daquilo que és, nunca te acanhes, nunca te rebaixes, nunca fiques com nada por dizer. és mais brava do que pensas e o teu corpo mais resistente do que imaginas, segue. Vai contigo onde quer que queiras. Conta com aquilo que tens. Ouve o bichinho que te diz esquerda quando toda a gente te diz direita (esse bichinho és tu, não o pises).Pratica a tua intuição,erra as vezes que forem precisas. Dorme descansada. Tu não és mais ninguém, não o precisas. Por mais que te gritem o contrário, tu és tu. E és LINDA.Ponto. Por isso pratica o que tens. Pratica o que só em ti existe e é raro nos outros. Pratica o desplante, a candura, o desproposito, o magnânime, o estrambólico, o desarrumadinha e o absurdo. Terás mais do que tempo para te tornares arrumada. Não te leves tão a sério. Pratica quem és, só assim serás unicamente inteira.
Parabéns mais uma vez.
Amo-te até ao fim do céu.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Vontade
Hoje tenho ligada à saudade a vontade de um beijo pousado no joelho.
Um enlace num sofá, no sofá, naquele sofá onde tu e eu abraçados saboreamos aquela curta metragem romancista.
De costas no teu peito repouso a cabeça ao teu ombro e deixo-me aninhar por ti.
Tu deixas, queres, precisas desse momento tanto quanto eu, acolhes, acarinhas, deixas-te aninhado em mim também.
Soltas ao meu ouvido pequenos sinceros segredos que despertam sorrisos.
Olho teu em olho meu.Olhos que passam sensações que os lábios não ditam.
Hoje é dia de ficarmos vestidos em pijamas no cantinho que conseguimos ter como nosso.
É dia de uma guerra de almofadas, feitas de penas, de cocegas e reboliços no tapete.
Hoje é dia de namorarmos a comida que cozinhamos, para logo a saborearmos à luz média de uma vela acabada de acender.
Por mais vezes que o sol nasça lá fora, por mais que sete luas se cruzem quero-te/me aqui, neste nosso mundo construído a dedo.
Onde não são necessárias palavras, porque tudo de mim em ti se escreve e vice-versa, tudo em ti é cúmplice de mim e vice versa. E ao chegar ao fim do dia quero senti-te tão aqui como quando se acordou pela manhã.
O teu cheiro no meu, o teu toque no meu, o meu som em ti, hoje , aqui.
É fim-de-semana, tenho ligada à vontade a saudade de um beijo pousado no topo do ombro.
Um enlace num sofá, no sofá, naquele sofá onde tu e eu abraçados saboreamos aquela curta metragem romancista.
De costas no teu peito repouso a cabeça ao teu ombro e deixo-me aninhar por ti.
Tu deixas, queres, precisas desse momento tanto quanto eu, acolhes, acarinhas, deixas-te aninhado em mim também.
Soltas ao meu ouvido pequenos sinceros segredos que despertam sorrisos.
Olho teu em olho meu.Olhos que passam sensações que os lábios não ditam.
Hoje é dia de ficarmos vestidos em pijamas no cantinho que conseguimos ter como nosso.
É dia de uma guerra de almofadas, feitas de penas, de cocegas e reboliços no tapete.
Hoje é dia de namorarmos a comida que cozinhamos, para logo a saborearmos à luz média de uma vela acabada de acender.
Por mais vezes que o sol nasça lá fora, por mais que sete luas se cruzem quero-te/me aqui, neste nosso mundo construído a dedo.
Onde não são necessárias palavras, porque tudo de mim em ti se escreve e vice-versa, tudo em ti é cúmplice de mim e vice versa. E ao chegar ao fim do dia quero senti-te tão aqui como quando se acordou pela manhã.
O teu cheiro no meu, o teu toque no meu, o meu som em ti, hoje , aqui.
É fim-de-semana, tenho ligada à vontade a saudade de um beijo pousado no topo do ombro.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Carrossel (:
Só tu e eu, e vice versa, sabemos o quanto de nós tem um carrossel ou o quanto, um carrossel tem de nós (:
Quando me faltares, hás de me fazer mesmo falta.
Por isso nunca me faltes (ainda que o nunca seja demasiado tempo).
terça-feira, 28 de junho de 2011
Refúgio*
Naquele pedacinho de sótão resguardado no céu, fica agora secreta esta tua/minha história.
Por entre palavras trocadas a medo de se romperem num desejo tão mais que comum, abriste-me as janelas que apontavam o caminho ladrilhado para esse resguardo que eu não tomava como meu. Degrau ante degrau, vestido padrão em flor, sapatinho tom rosa pálido de ballet, cabelos louros longos e ondeados, salteei degraus numa subida indeterminada “no” e pelo tempo. Percorri mundos de cheiros, apetites, sonhos, desejos, mundos de sons onde se acentuam as harpas dos arcanjos, dancei e alcancei tesouros.
Num tão intenso rodopio, fruí contigo de nós e de ti.
Momentos perfeitos para serem vinculados em retratos num tom de sépia cadente.
Porque é isso que acontece sem que nos apercebamos. Embargamos momentos, os nossos momentos, em eternas galerias de retratos rematados pela passagem dessa dita idade. "E de quantas galerias é feita a nossa vida? Quantos retratos perfeitos já ficaram sete salas atrás? Quantas mais molduras iremos pendurar?"
Tal como às molduras meramente empoeiradas, vou levar-te pé ante pé, para esse meu pedacinho de sótão no céu. Deixo-te secretamente por ali permanecer escapulindo-me como algodão doce a derreter na boca. Olho-te á distância de um fechar de porta e vejo descobrires memorias minhas. Em gesto de contentamento fecho a porta dos retratos que me sabem a tanto no palato.
No tom tépido do céu azul estão marcados pequenos pássaros livres que esvoaçam á medida que me vêm passar, desbotam de mim aquele sorriso translucido. Deixo-me adormecer na pureza daquela leve nuvem branca à espera de cá voltar um dia e poder saborear-te em forma de memória eternamente perfeita.
Tal como às molduras meramente empoeiradas, vou levar-te pé ante pé, para esse meu pedacinho de sótão no céu. Deixo-te secretamente por ali permanecer escapulindo-me como algodão doce a derreter na boca. Olho-te á distância de um fechar de porta e vejo descobrires memorias minhas. Em gesto de contentamento fecho a porta dos retratos que me sabem a tanto no palato.
No tom tépido do céu azul estão marcados pequenos pássaros livres que esvoaçam á medida que me vêm passar, desbotam de mim aquele sorriso translucido. Deixo-me adormecer na pureza daquela leve nuvem branca à espera de cá voltar um dia e poder saborear-te em forma de memória eternamente perfeita.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Tenho tudo que é tanto, e nada que fá-lo ser tão pouco.
Vejo esse mundo ficar cada vez menos meu.
Não o sinto mais aqui e que tanto me custa sabe-lo tão longe.
Passa por mim como vento e com ele leva pessoas que me são tudo e muito.
Anseio agarrar-lo de novo mas não consigo, talvez por já não o querer assim tanto.
Tento ser aquilo que em tempos fui, mas tal já não é possível, não seria mais Eu se o conseguisse.
Porque o meu Eu é um misto de tudo o que fui entre o ontem e o hoje,
Mudei, cresci, todos os dias passei por alguém que me mostrou um outro lado,uma outra perspectiva, todos os dias vivi como se o amanha não houvesse mais, todos os dias sorri quando mais a saudade apertou, sorri também quando mais precisei de chorar, todos os dias conheci, dei a conhecer, corri cada esquina em procura daquela viagem que nos torna ainda mais fortes. Aquela viagem que se começa de pequenino.
Dei voltas, rodopios ao mundo e pelo mundo, transformei-me e transformei aqueles que me rodeiam, agora não consigo deixar este ciclo vicioso de estar BEM no "aqui" e no "agora".
E hoje sou "isto", um "isto" que é tanto para tanta gente e nada para tantos outros.
Ouvi dizer por ai, que nada é igual ao que foi .
Até o mais pequeno grão de areia é uma réstia de algo que já não é nem será mais.
Não o sinto mais aqui e que tanto me custa sabe-lo tão longe.
Passa por mim como vento e com ele leva pessoas que me são tudo e muito.
Anseio agarrar-lo de novo mas não consigo, talvez por já não o querer assim tanto.
Tento ser aquilo que em tempos fui, mas tal já não é possível, não seria mais Eu se o conseguisse.
Porque o meu Eu é um misto de tudo o que fui entre o ontem e o hoje,
Mudei, cresci, todos os dias passei por alguém que me mostrou um outro lado,uma outra perspectiva, todos os dias vivi como se o amanha não houvesse mais, todos os dias sorri quando mais a saudade apertou, sorri também quando mais precisei de chorar, todos os dias conheci, dei a conhecer, corri cada esquina em procura daquela viagem que nos torna ainda mais fortes. Aquela viagem que se começa de pequenino.
Dei voltas, rodopios ao mundo e pelo mundo, transformei-me e transformei aqueles que me rodeiam, agora não consigo deixar este ciclo vicioso de estar BEM no "aqui" e no "agora".
E hoje sou "isto", um "isto" que é tanto para tanta gente e nada para tantos outros.
Ouvi dizer por ai, que nada é igual ao que foi .
Até o mais pequeno grão de areia é uma réstia de algo que já não é nem será mais.
sábado, 30 de abril de 2011
L'Amour
Chamam-lhe de Amor e ontem ao cair da noite desafiaram-me de mansinho a escrever sobre si. Sinto-me desconfortável ao escreve-lo aqui pois as palavras escritas que o descrevem nunca são suficientes e já existem mil e tantas coisas por ai desenhadas a seu respeito.
Outrora teria tanto que vos contar sobre este assunto, saberia contar-vos tudo o que nos trás e tudo o que de nós leva, neste momento não sei bem se o sei ou se estou só reticente por não saber como começar.
Sei que existe por ai e que as gentes correm em sua constante procura.
Sei que nos faz sentir mais vivos, mais nós próprios.
Sei que faz de nós vítimas, consome-nos o corpo num sopro tão instantâneo que por vezes não lhe reparámos. E surge, surge num brilho ao canto do olho, num sorriso nos lábios, num fervilhar descontrolado de emoções, em cócegas na barriga, num respirar ofegante, num tremer de mãos, faz-nos sentir coisas que não sabemos explicar, salpica-nos de uma magia tão intensa quanto rebelde. Faz abrir as flores do nosso jardim, por mais novas que sejam e até os pássaros parecem cantar melhor.
Mas, também sei que faz de nós pequeninos e grandes fantoches ao seu dispor. Fá-lo porque tem crédito mais do que suficiente para isso.
É na verdade um sentimento carregado de um tão delicioso como arriscado poder. Liberta-nos e aprisiona-nos como bem entende e por isso torna-se, por vezes, perigoso. Pode ou não dar certo, pode ou não ser correspondido, pode ou não ser sentido de igual forma, por isso dói, por isso magoa , mas faz-nos felizes á medida certa ou incerta.
Quando decide aparecer nunca ou quase nunca estamos preparados mas acabamos sempre por pensar que vem para ficar no tão famoso “para sempre”. Esquecemos então que o “para sempre” pode acabar amanhã.
Outrora teria tanto que vos contar sobre este assunto, saberia contar-vos tudo o que nos trás e tudo o que de nós leva, neste momento não sei bem se o sei ou se estou só reticente por não saber como começar.
Sei que existe por ai e que as gentes correm em sua constante procura.
Sei que nos faz sentir mais vivos, mais nós próprios.
Sei que faz de nós vítimas, consome-nos o corpo num sopro tão instantâneo que por vezes não lhe reparámos. E surge, surge num brilho ao canto do olho, num sorriso nos lábios, num fervilhar descontrolado de emoções, em cócegas na barriga, num respirar ofegante, num tremer de mãos, faz-nos sentir coisas que não sabemos explicar, salpica-nos de uma magia tão intensa quanto rebelde. Faz abrir as flores do nosso jardim, por mais novas que sejam e até os pássaros parecem cantar melhor.
Mas, também sei que faz de nós pequeninos e grandes fantoches ao seu dispor. Fá-lo porque tem crédito mais do que suficiente para isso.
É na verdade um sentimento carregado de um tão delicioso como arriscado poder. Liberta-nos e aprisiona-nos como bem entende e por isso torna-se, por vezes, perigoso. Pode ou não dar certo, pode ou não ser correspondido, pode ou não ser sentido de igual forma, por isso dói, por isso magoa , mas faz-nos felizes á medida certa ou incerta.
Quando decide aparecer nunca ou quase nunca estamos preparados mas acabamos sempre por pensar que vem para ficar no tão famoso “para sempre”. Esquecemos então que o “para sempre” pode acabar amanhã.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Tudo o que escrevi, ele quis levar consigo.
Hoje...
Amanhã ele traz-mas em forma de segredos, meus e dele.
Talvez vos conte, se não amanhã, um dia ...
Talvez vos conte, se não amanhã, um dia ...
*
quarta-feira, 20 de abril de 2011
She got the sunshine*
Descalça e com uma camisa de ganga clara por si, punhos dobrados até meio braço, apanha os longos e encaracolados cabelos loiros, num gesto demorado, com um lápis a carvão.
Corre delicadamente a porta de vidro que a faz chegar ao íntimo que é seu.
Sente agora nos pés em nu aquela passadeira de madeira desgastada pelo quente sol e pela brisa de um mar ao perto, sente nos pés mil grãos de rocha mastigada pelo tempo.
Lá ao longe, o romper das ondas no decalque da rocha, faz chegar até si o ar do sal.
Passo a passo segue em direcção àquele banco de praia que lhe possibilita a sua melhor visão. O claro do céu brota devagarinho mas o sol ainda não se fez mostrar, então aguarda despertando o corpo com um esticar de braços. Senta-se nesse banco também ele de madeira, sobe os joelhos até si entrelaçando-os num aperto ténue, fecha os olhos e sente a brisa matutina percorrer cada poro do seu corpo.
Ainda de olhos fechados esboça um sorriso, experimenta o nascer do sol para si. Não só para si, mas especialmente para si.
Abre os olhos pequeninos e no distante horizonte descobre-o a surgir de mansinho.
um misto de tudo corre por entre aquilo que ela é, são tantas as memorias que lhe passam no entanto não consegue fazer parar nenhuma e de seguida um momento em que tudo se esgueira, tudo fica branco, por si passam apenas os sentidos.
Chega-lhe um abraço de coração quente, um abraço que lhe provoca um arrepio um abraço que mais ninguém lho pode dar.
É aquele momento em que nada mais existe para além do seu intelecto, não há nada mais que o silêncio que a brisa carrega. É ela, só ela e aquele espaço, aquela imagem, aquele instante.
Sorri apenas porque sente o calor invadir-lhe o corpo celeste de brilho. Sorri porque apenas ouve o silêncio. Sorri porque lhe chega á boca o sabor de um ar salgado. Sorri porque saboreia o cheiro da maresia desperta. Sorri porque pode ver o nascer do sol que é seu e de tantos, mas mais seu.
Á luz mediana de um sol que nasce, sorri porque é ela e ela será até que o dia acabe.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Sonho meu.
Adormeci ai algures numa sexta-feira.
Acho que nunca sonhei tanto, ou melhor, acho que nunca vivi tanto um sonho.
Estava na Ilha com pessoas que fazem parte do meu eu.
Sentia-os pele na pele num abraço, sentia-lhes o calor do corpo, o simples gesto de dar a mão, o afastar do cabelo no acto de um beijo cálido de ternura.
Ouvia-lhes o respirar, o pulsar dos corações agitados de fortuna.
E as vozes, as vozes soavam tão reais.
Via-lhes a verdade dos sorrisos nos lábios e nos olhos, via as cores com que se vestiam, via o modo como andavam e vinham até mim, o mais minucioso gesto foi alvo da minha observação constante. Os cheiros tão presentes, ainda os tenho em mim. Desde o cheiro de alguém, de um sitio, de uma casa, da minha casa, ao perfume de uma gastronomia que desperta mil e um sabores de delicias.
Ri, dancei, cantei, saí, vi o sol num rodopio de harmonia e paz, mergulhei no meu mar, olhei de perto o céu que alguém me deu, alcancei tantas estrelas, vivi momentos únicos, contei coisas, segredaram-me palavras agora minhas, vi cozinharem, pus maionese no nariz de uma pessoa e gelado no nariz de outra, joguei matraquilhos, vesti uma meia de cada cor, pintei as unhas num tom de azul, li um a cartolina de boas vindas que estava no meu quarto e um bilhete de boas noites, abriram-se flores para me dizerem um olá, estive na minha varanda, estendi lençóis com a minha avó, pensei no meu gato, conheci pessoas,encontrei alguem de raspão que já não encontrava á muito, entrei num café já quase a fazer o pedido e em vez disso saí porta fora, bebi poncha e nikita, comi espetada e bolo do caco deliciei-me nos hambúrgueres e nos batidos, tirei fotografias, conduzi, ouvi a kikas suspirar como se fosse um humano, estive numa esplanada, passeei pela cidade, vi um filme que já tinha visto, fiz chá e bebi-o, foram buscar-me a casa, adormeci e acordei com alguém na mesma cama que eu, ouvi um galo e um sino tocar pela manhã, acordei também com um beijo carregado de bons dias do meu pai e com aquele quente enlace da minha mãe. Fiz tantas outras coisas que me contentaram alguma saudade.
Acordei pela noite de quarta-feira, num sobressalto pensei terá sido um sonho? É que tudo me pareceu tão real.
Acho que nunca sonhei tanto, ou melhor, acho que nunca vivi tanto um sonho.
Estava na Ilha com pessoas que fazem parte do meu eu.
Sentia-os pele na pele num abraço, sentia-lhes o calor do corpo, o simples gesto de dar a mão, o afastar do cabelo no acto de um beijo cálido de ternura.
Ouvia-lhes o respirar, o pulsar dos corações agitados de fortuna.
E as vozes, as vozes soavam tão reais.
Via-lhes a verdade dos sorrisos nos lábios e nos olhos, via as cores com que se vestiam, via o modo como andavam e vinham até mim, o mais minucioso gesto foi alvo da minha observação constante. Os cheiros tão presentes, ainda os tenho em mim. Desde o cheiro de alguém, de um sitio, de uma casa, da minha casa, ao perfume de uma gastronomia que desperta mil e um sabores de delicias.
Ri, dancei, cantei, saí, vi o sol num rodopio de harmonia e paz, mergulhei no meu mar, olhei de perto o céu que alguém me deu, alcancei tantas estrelas, vivi momentos únicos, contei coisas, segredaram-me palavras agora minhas, vi cozinharem, pus maionese no nariz de uma pessoa e gelado no nariz de outra, joguei matraquilhos, vesti uma meia de cada cor, pintei as unhas num tom de azul, li um a cartolina de boas vindas que estava no meu quarto e um bilhete de boas noites, abriram-se flores para me dizerem um olá, estive na minha varanda, estendi lençóis com a minha avó, pensei no meu gato, conheci pessoas,encontrei alguem de raspão que já não encontrava á muito, entrei num café já quase a fazer o pedido e em vez disso saí porta fora, bebi poncha e nikita, comi espetada e bolo do caco deliciei-me nos hambúrgueres e nos batidos, tirei fotografias, conduzi, ouvi a kikas suspirar como se fosse um humano, estive numa esplanada, passeei pela cidade, vi um filme que já tinha visto, fiz chá e bebi-o, foram buscar-me a casa, adormeci e acordei com alguém na mesma cama que eu, ouvi um galo e um sino tocar pela manhã, acordei também com um beijo carregado de bons dias do meu pai e com aquele quente enlace da minha mãe. Fiz tantas outras coisas que me contentaram alguma saudade.
Acordei pela noite de quarta-feira, num sobressalto pensei terá sido um sonho? É que tudo me pareceu tão real.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Happy Birthday *
Somam-se os dias e eu lembro-me de ti desde sempre.De pequeninas brincávamos e amuávamos imensas vezes,
Podíamos não estar juntas todos os dias mas aqueles em que estava-mos valiam por tudo.
No hoje, no ontem e no amanhã, continuamos a fazer parte uma da outra.
Crescemos tanto quanto o tempo passa e trocamos segredos
Hoje tenho um segredo para te contar:
Fazes 18 anos e eu continuo a gostar imenso de ti
És parte de mim, minha pequenina crescida!
terça-feira, 5 de abril de 2011
Preferidas
Porque hoje, estas flores deram cor ao meu dia.
Fizeste-me sorrir, com esse teu gesto
Obrigada querida *
.
Blackout
Tudo em mim é música, tudo em ti também.
pois esse ritmo faz-se sentir a cada vibração oscilante.
Um som, um timbre, um tom mais grave, um outro mais agudo.
Tudo o que não percebes, está lá.
E tu continuas dançando em ti ainda que não o sintas.
Eu vejo e gosto, eu vejo e quero, quero envolver-me nessa cúmplice e eterna melodia namorada de ti.
Hoje, não sabes nem dás por isso mas deixa-me dizer-te,
Tudo em ti é música e em mim também.
Cada passo que dás, cada bater compulsivo do teu coração,
Cada movimento, sorriso, cada lágrima que cai,
A Primavera é música, o Verão, o Outono e o Inverno também
Desces a rua discreto de ti, dançando ao som de algo que não percebes,
que não descodificas como música, mas danças.
Danças porque ouves e mesmo que não ouvisses dançavas pois esse ritmo faz-se sentir a cada vibração oscilante.
Um som, um timbre, um tom mais grave, um outro mais agudo.
Tudo o que não percebes, está lá.
E tu continuas dançando em ti ainda que não o sintas.
Eu vejo e gosto, eu vejo e quero, quero envolver-me nessa cúmplice e eterna melodia namorada de ti.
Hoje, não sabes nem dás por isso mas deixa-me dizer-te,
Tudo em ti é música e em mim também.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Vida de cão
Muitas são as vezes que vou a descer a rua a caminho do que tenho a fazer nesse dia e dou por mim a olhar um cão.
É um rafeiro, um cão de rua parece-me, esgravata eloquentemente um cantinho de relva.
Nunca cheguei a perceber o que tanto ali procura mas penso sobre isso.
Se calhar procura um salpico de amor, um mimo prometido e que nunca chega a horas, um sorriso de alegria por vê-lo chegar ou um pedaço de cumplicidade com alguém.
Onde ficou o amor por si? Onde está a pessoa prometida?
É uma mulher. Uma mulher marcada pelas rugas do tempo, uma mulher que para andar precisa de uma cadeira de rodas, uma mulher que ele insiste cuidar como se não houvesse amanhã.
A caminho de casa perdida em devaneios meus, dou por mim a ser espectadora de um dos mais lindos momentos a que já assisti.
Aquela mulher e aquele cão juntos numa paragem de autocarro esperando que o mesmo chegasse. E chegou mas nunca mais se via abrir a rampa que faria a mulher conseguir entrar no mesmo, então o cão ladrou.
Ladrou e voltou a ladrar, correu para a frente e para trás deu mais do que um sinal de que algo não estava bem.
Ainda hoje consigo ouvir aquele ladrar, ainda hoje consigo ver a expressão de aflição que mostrava nos olhos, ainda hoje vejo o desespero com que corria desalmadamente enquanto aquela mulher não entrou no autocarro. Um sinal de amor. E quando finalmente conseguiu este também o fez enfiando-se por baixo da sua cadeira de rodas quase que pedindo que não o tirassem dali. Mas esta viagem não ficou por ai. Á saída um sinal de amor. Abriram-se as portas deste autocarro e o cão que já sabia o seu destino aprontou-se a sair, eis quando se depara com a falta de espaço existente para que a mulher pudesse sair também. Desata a ladrar novamente. Não havia espaço para a colocação da rampa isto porque um carro estava estacionado na paragem.
O cão ladrou incansavelmente, desatou a correr querendo mostrar que ainda não havia saído sua dona.
Ladrou tanto mais alto quanto pôde, quase que em suplicio. E quando se viu sair aquela mulher, viu-se também sorrirem os olhos daquele cão.
Um sinal de amor.
Cheguei a casa cheia daquele momento e hoje escrevo-vos isto não com um cão mas com um gato ao meu lado, um sinal de amor.
É um rafeiro, um cão de rua parece-me, esgravata eloquentemente um cantinho de relva.
Nunca cheguei a perceber o que tanto ali procura mas penso sobre isso.
Se calhar procura um salpico de amor, um mimo prometido e que nunca chega a horas, um sorriso de alegria por vê-lo chegar ou um pedaço de cumplicidade com alguém.
Onde ficou o amor por si? Onde está a pessoa prometida?
É uma mulher. Uma mulher marcada pelas rugas do tempo, uma mulher que para andar precisa de uma cadeira de rodas, uma mulher que ele insiste cuidar como se não houvesse amanhã.
A caminho de casa perdida em devaneios meus, dou por mim a ser espectadora de um dos mais lindos momentos a que já assisti.
Aquela mulher e aquele cão juntos numa paragem de autocarro esperando que o mesmo chegasse. E chegou mas nunca mais se via abrir a rampa que faria a mulher conseguir entrar no mesmo, então o cão ladrou.
Ladrou e voltou a ladrar, correu para a frente e para trás deu mais do que um sinal de que algo não estava bem.
Ainda hoje consigo ouvir aquele ladrar, ainda hoje consigo ver a expressão de aflição que mostrava nos olhos, ainda hoje vejo o desespero com que corria desalmadamente enquanto aquela mulher não entrou no autocarro. Um sinal de amor. E quando finalmente conseguiu este também o fez enfiando-se por baixo da sua cadeira de rodas quase que pedindo que não o tirassem dali. Mas esta viagem não ficou por ai. Á saída um sinal de amor. Abriram-se as portas deste autocarro e o cão que já sabia o seu destino aprontou-se a sair, eis quando se depara com a falta de espaço existente para que a mulher pudesse sair também. Desata a ladrar novamente. Não havia espaço para a colocação da rampa isto porque um carro estava estacionado na paragem.
O cão ladrou incansavelmente, desatou a correr querendo mostrar que ainda não havia saído sua dona.
Ladrou tanto mais alto quanto pôde, quase que em suplicio. E quando se viu sair aquela mulher, viu-se também sorrirem os olhos daquele cão.
Um sinal de amor.
Cheguei a casa cheia daquele momento e hoje escrevo-vos isto não com um cão mas com um gato ao meu lado, um sinal de amor.
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